Está um monstro preto deitado na minha cama. Para além de não caber, esborracha o nariz no chão e ressona. Ao sair, tem que esperar que a minha cama se lhe desprenda da parte de trás. ...p'ró que eu havia de estar guardado!
Sinto-me estranho. É como se em mim existissem duas cabeças. Uma faz-me ser ciumento, traiçoeiro, rezingão, provocador... caniche Outra, permite-me ser meigo, obediente, companheiro, como qualquer outro cão. Mas, para além disso, há mais qualquer coisa dupla que eu ainda não consegui perceber bem.
No primeiro dia do ano, acordei entre estes lençóis, mas nem sei a quem pertencem! Tudo indica que foi uma noite bem passada na companhia desta bola...
Gosto muito do Teddy, o rafeiro. É enorme. Costumo correr à volta dele até ficar farto, depois tenho de fugir da sua boca que é mesmo grande! O que vale é que ele tem muita paciência.
A Belle tem um trono e raramente sai. É louca por torradas. fosse ela uma cocker. Está sempre atrás dos gatos. Adora esconder-se debaixo do sofá grande.
Cauda, Cauda... Onde está a minha cauda? Alguém viu a minha cauda (vulgo rabo, ou coisas piores)?
Ah! Aqui está ela. É melhor escondê-la, não vá aparecer por aí algum engraçadinho.
Nota: penso que não há hipótese de dúvida em relação às questões de género, deixei bem visíveis alguns atributos. Pelo menos, quanto a mim, não tenho dúvidas... e ainda tenho meios de prova! E por falar em provar, a língua é de facto essencial nas questões ligadas ao paladar...